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quando a tristeza decide ficar.

De Mãos Dadas

Se eu soubesse que amanhã o sol nascia
Com a mesma cor dos girassóis em flor
Rasgando o ventre da madrugada fria
Eu convidar-te-ia a vê-lo, amor.

E andando, andando com as mãos nas tuas
Pela noite fora de coração quente
Caminhando os dois entre as ervas mas
Em breve estaríamos junto ao sol nascente.

Mas andar assim, para ver o quê ?
Os poetas dizem que o amor não vê,
Senão o desejo de morrer amando.

Por isso fiquemos com as mãos nas mãos
Mergulha os teus lábios no meu coração
E vivamos assim os dois... até quando !

Dezembro, 1973

2 comentários:

Maria Inês disse...

Adorei o poema! Gostei muito do teu blog, acho que escreves mesmo muito bem, e sigo.
Se quiseres, passa no meu cantinho e deixa a tua opinião :)

disse...

se eu disser que me apaixonei pelo teu blog, não te assustas? que doçura, que ternura que está, que palavras. foste tu? adorei! (e não hesitei em carregar no seguir) beijinho